Registro de Porco espinho (Coendou prehensilis) em passagem de fauna na BR-101/AL




No mês de julho/2021, armadilhas fotográficas instaladas pelo DNIT/Gestora Ambiental registraram um Coendou prehensilis, popularmente conhecido como porco espinho, utilizando a passagem de fauna aérea construída na BR-101 no município de Pilar, em Alagoas.

As armadilhas fotográficas (câmeras) e de pegadas são instaladas em passagens de fauna construídas ao longo da BR-101/PE/AL/SE/BA e, possibilitam monitorar e identificar as espécies e a quantidade de animais que utilizam os dispositivos.

Ao utilizar as passagens, o animal ativa o sensor da câmera, a qual registra e armazena as imagens. Já as camas de areia funcionam como coletores de pegadas dos animais, permitindo que posteriormente possam ser identificadas características como tamanho, peso, e espécie do animal.

Além de permitir a identificação das espécies que utilizam as passagens, os registros são imprescindíveis para conhecer o comportamento dos animais que utilizam os dispositivos, bem como a efetividade dos mesmos. As passagens de fauna são fundamentais na prevenção de acidentes viários envolvendo animais silvestres e, consequentemente, na mitigação dos impactos da rodovia sobre a fauna local.


Sobre o Coendou prehensilis

O simpático porco-espinho (Coendou prehensilis) é na verdade um roedor da mesma ordem de ratos, preás, capivaras, cutias, pacas e esquilos. O que torna o porco-espinho tão distinto das outras espécies são seus pelos rígidos e em formato de agulha, chamado de “espinho”. São animais solitários, noturnos, arborícolas, terrestres e excelentes nadadores. Alimentam-se de uma grande variedade de folhas, frutos, sementes e cascas de árvores.

Ao contrário do que muitos pensam, o animal não lança os seus espinhos como forma de defesa. Ao ser tocado eriça os espinhos e quando atacado, seus espinhos se desprendem facilmente, penetrando a pele do agressor. Nas regiões rurais é comum os cachorros aparecerem com a região da boca cheia de espinhos do ouriço-cacheiro. Esses espinhos não têm substâncias tóxicas, entretanto, auxiliam na proteção do animal por serem capazes de penetrar na pele dos predadores, provocando ferimentos. Seus predadores naturais são felinos selvagens, corujas, furões, raposas, cachorros.




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