Gestão Ambiental BR-101 PE/AL/SE/BA acompanha recuperação de áreas impactadas pelas obras


Trabalho da Gestão Ambiental consiste em orientar, definir e acompanhar ações promovidas por meio do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)


Recuperar uma área que foi impactada pelas obras de duplicação da BR-101. Uma frase simples, mas que por trás ressalta um importante trabalho que é feito por meio do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), vistoriado trimestralmente pela Gestão Ambiental da BR-101 PE/AL/SE/BA e que, até o presente momento, já recuperou 87% dos espaços físicos degradados.


Pela sua complexidade e importância, a duplicação da rodovia gera alterações necessárias ao meio físico para a instalação do empreendimento. Nesse sentido, toda área impactada diretamente pela obra recebe intervenções do PRAD.


O objetivo geral do PRAD é minimizar os impactos negativos provocados pelo empreendimento e recuperar as áreas afetadas, por meio de métodos que irão variar de acordo com cada tipo de área degradada, seja no canteiro central, nos taludes (encostas), nas jazidas, nas Áreas de Proteção Permanente (APPs) ou em qualquer outro espaço compreendido na área de abrangência do empreendimento.


“Se há corte de talude, a não execução do PRAD para a sua recuperação aumenta as chances de acontecer um processo erosivo, entre outros danos que podem destruir toda a estrutura. Portanto, se há escavação em um local, provavelmente será preciso realizar atividades do PRAD ao final da utilização dessa área. Outros exemplos de serviços que após serem concluídos é necessário que se realize o PRAD, é a exploração mineral e a terraplenagem. Enfim, após toda intervenção causada pelas obras, o PRAD atua para recuperar tudo que foi degradado, independente da intensidade dos danos”, explicou Fausto Diniz, coordenador setorial da Gestão Ambiental.


Das 280 áreas degradadas monitoradas nos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, 243 foram recuperadas até o presente momento, o que representa 87% de espaços totalmente recuperados e reintegrados, de modo sustentável, ao meio ambiente. A maioria das ocorrências foi em Alagoas, com 174 áreas recuperadas (89%), seguido por 33 (87%) em Sergipe e 32 (94%) em Pernambuco. Na Bahia 33% das áreas degradadas foram recuperadas e 25% que já estão em processo de recuperação.


As áreas com maior incidência de execução do PRAD na duplicação da BR-101 PE/AL/SE/BA são taludes, canteiros centrais, jazidas, APPs e Áreas de Deposição de Materiais Excedentes (ADMEs, mais conhecidos como áreas de bota-fora).


A recuperação das áreas, concretizada pelos consórcios construtores e acompanhada pela Gestão Ambiental, compreende várias etapas. Nos taludes, quando os trabalhos de corte são concluídos, é aplicada uma cobertura vegetal que, além do bonito paisagismo que chama a atenção dos usuários da rodovia, tem como objetivo principal evitar a ocorrência de erosões.


Mas antes de chegar à fase de revegetação, outras etapas são percorridas. O PRAD depende do tipo de degradação. Nos taludes, primeiro é feito a regularização da encosta e depois a revegetação. Além disso, é importante serem instalados dispositivos de drenagem, como canaletas que direcionem a água, principal causadora de erosões.


“A revegetação por meio da técnica de hidrossemeadura consiste inicialmente da abertura de pequenas covas ou buracos (processo conhecido como coveamento) que receberão uma mistura de água e sementes, propiciando o desenvolvimento da vegetação. Têm taludes que necessitam de outras técnicas, como o RIP RAP, por exemplo, que é um muro de sacaria empilhado e acomodado no talude. A hidrossemeadura é a técnica de revegetação mais comum, observada na maioria dos taludes visualizados ao longo da rodovia”, destacou Fausto.


No canteiro central da rodovia, outra área impactada pelas obras, o processo de recuperação é mais simples. Basicamente, é feito um sistema de drenagem da água para que não fique acumulada no solo e seja direcionada para fora da rodovia e depois aplicar uma cobertura vegetal, com grama ou pequenas mudas.


Já nas APPs, que são áreas protegidas por lei, a preocupação em recuperar a área é ainda maior e necessária para conservar a biodiversidade e os recursos hídricos. “Durante o processo de construção das pontes, tudo que cai acidentalmente no leito do rio (APP), deve ser retirado durante e posteriormente aos serviços. A mata ciliar também precisa ser recuperada, pois protege o rio de assoreamento e outros danos”, salientou Fausto.


As jazidas são áreas exploradas com a finalidade de remover materiais que servirão para a construção da rodovia. Em seguida, o PRAD entra em ação para a recuperação ambiental, que consiste em reconformar toda a área afetada, implantar dispositivos de escoamento da água da chuva para evitar erosões em seguida realizar os plantios de mudas.


Nas áreas de bota-foras, espaços que recebem o material não aproveitado na obra, geralmente localizadas às margens da rodovia, o PRAD vai atuar na reconformação desse terreno e, posteriormente, na cobertura com a vegetação.


O PRAD atende aos requisitos legais da Resolução CONAMA 237/97 (aspectos sobre licenciamento ambiental), CONAMA 369/06 (atividades de baixo impacto que necessitem de intervenção de supressão vegetal em APP) e da Lei 12.651/2012 (Código Florestal Brasileiro), seguidos rigorosamente pelo empreendedor nas ações acompanhadas pela Gestão Ambiental.


“Existem programas da Gestão Ambiental executados durante as obras e existem programas que só podem ser iniciados perto da conclusão, como é o caso do PRAD, a fim de recuperar todas as áreas que não serão mais utilizadas no empreendimento. Qualquer obra gera impactos e se não for feita a mitigação necessária dos impactos negativos, o empreendimento não será sustentável e deixará de cumprir as exigências legais. Portanto, o intuito é construir de forma sustentável, sempre mitigando os danos provocados. E o PRAD existe justamente para equilibrar essa equação”, concluiu Fausto.

85 visualizações0 comentário