DNIT/Gestão Ambiental realiza 36ª Campanha de Monitoramento de Passagem de Fauna nas obras da BR-101


Técnicos da Gestão Ambiental BR-101 PE/AL/SE/BA realizaram, no decorrer do mês de abril/2020, a 36ª campanha referente ao Subprograma de Passagem de Fauna do Programa Ambiental para Mitigação dos Impactos à Flora e à Fauna nos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia. As ações relacionadas aos monitoramentos incluíram a verificação das características ambientais dos locais, auxiliando no acompanhamento e na medição da eficiência dessas passagens de fauna.


As estruturas visam permitir a passagem segura dos animais que habitam nas proximidades da rodovia, podendo ser subterrâneas, suspensas ou associadas às pontes (passagens secas). Estas são importantes para a redução dos atropelamentos de animais silvestres nas estradas, tendo em vista que esses corredores facilitam a ligação entre fragmentos de mata atlântica separados pela rodovia em questão.


As passagens de fauna secas, como são chamados os ambientes sob as pontes de rios, também permitem a travessia dos animais. Nas pontes em construção, durante as vistorias é verificado se as mesmas possuem passagens secas adequadas que permitam o deslocamento de animais nas diferentes épocas do ano. Para os corpos d’água nos quais as obras não iniciaram e/ou para aquelas já finalizadas, as vistorias buscam conhecer se existe trânsito de animais sob essas estruturas e quais são as espécies que já utilizam as mesmas como via de transpor a rodovia BR-101 PE/AL/SE/BA em segurança.


Em todos os casos, são verificadas também as características ambientais circundantes de cada local (mata ciliar, estado de conservação, etc.). Essas informações auxiliam no acompanhamento dos locais já sugeridos e na medição da eficiência das passagens de fauna.


Nas passagens secas e subterrâneas dos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia foram levantados registros fotográficos de anfíbio, como a rã-cachorro (Physalaemus cuvieri), répteis como os lagartos Tropidurus hispidus e Tropidurus semitaeniatus, a serpente Drymoluber dichrous, registros de pegadas da ave saracura (Aramides spp.) e de mamíferos, como a capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) e o mão-pelada ou guaxinim (Procyon cancrivorus), além do registro fotográfico de paca (Cunicus paca).


No presente mês registrou-se 18 animais nas passagens subterrâneas, sendo 8 indivíduos em Alagoas e 10 em Sergipe. Nesses locais, a espécie de lagarto teju ou teiú (Salvator merianae) foi a mais abundante, com 27,78% dos registros. Nas passagens secas (sob as pontes) foram registrados 66 animais, 41 indivíduos em Alagoas, 15 em Sergipe e 10 na Bahia, sendo os lagartos do gênero Tropiduru os mais encontrados, com 66,67% dos registros.


Ao longo das 36 campanhas realizadas nas passagens instaladas foram registrados 127 indivíduos em Alagoas e 70 em Sergipe, num total de 7,11 % de anfíbios, 45,18 % de répteis, 10,15 % de aves e 37,56 % de mamíferos. As maiores quantidades de registros foram de lagartos do gênero Tropidurus (32,49%), do citado teju ou teiú da espécie Salvator merianae (11,17%) e de saracuras do gênero Aramides, com 10,15 % dor registros. Com relação às passagens secas, até o momento foram registrados 859 indivíduos, sendo 425 em Alagoas, 264 em Sergipe e 170 na Bahia. A classe dos répteis (64,26%) foi a mais encontrada no decorrer de todas as campanhas, seguida dos mamíferos (28,64%), aves (5,70%) e anfíbios (1,40%). Os lagartos do gênero Tropidurus representam a grande maioria dos registros, com 53,08%.




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